Por mim

Publicado em 22. Jan, 2012 ·1

Sempre acreditei no poder da oração. Não é à toa que sempre que algo me preocupa e/ou me deixa desesperada, recorro a vovó ou a mainha, peço que intercedam por mim em suas orações. Posso dizer que sempre funciona. Porém é fato que a minha crença na oração está sempre relacionada à oração de outra pessoa. Como se Deus ouvisse melhor a prece do outro, sei lá. Como se eu mesma duvidasse da minha fé. Claro que FÉ não é uma coisa que pode ser simplesmente medida, e não sei porque cargas d’água eu subestime tanto a minha. É… talvez até saiba. Não sou uma pessoa que dedica regularmente um determinado tempo pra orações, mas também sei que o ato de repetir uma prece por inúmeras vezes não configura uma ORAÇÃO. Oração requer concentração, coração e … Fé. Hoje, antes de vir me deitar, pedi a mainha que orasse por mim, para que aquilo que me angustia se resolvesse logo. Foi então que ela me disse para que eu orasse também. Embora  ela sempre me diga isso, hoje alguma coisa deu um ‘click’ dentro de mim. Eu tenho confiado tanto nas orações dela, de vovó, e de tantas outras pessoas a quem sempre peço que intercedam por mim, que tenho me esquecido de fazer minhas próprias preces. Hoje, embora me passe pela cabeça uma dúzia de pessoas a quem peço a DEUS que cuide por mim, resolvi dedicar minhas preces SOMENTE a uma pessoa: EU.

Senhor,
que eu saiba ser mais forte do que sou. Que a minha sensibilidade não me impeça de fazer o que preciso fazer. Que meu choro, embora louco pra sair, aguarde o momento certo e não me tire as palavras na hora em que preciso delas. Que eu saiba tomar o leme da minha vida e guiá-la até aquilo que realmente quero. Que eu aproveite o vento que sopra a meu favor, mas que não me acomode com o que ele me traz. Que eu queira mais. Que eu leve o amor, o respeito e a dedicação a tudo o que faço ou vier a fazer. Que minhas energias sejam brancas, azuis, amarelas, negras… que sejam do tamanho e nas cores que precisam ser, mas que sejam boas. Que meu abraço seja o conforto que o outro busca. Que as minhas atitudes tragam confiança, gentileza e comprometimento.Que meus sonhos sejam edificados. Que meu coração seja Amor. Que eu saiba ser generosa e saiba agradecer. Que eu transforme a minha chance em certeza, e essa certeza em oportunidade. Que eu não me esqueça nunca de orar por mim. Que minhas orações sejam momentos de reflexão e Fé. E que o Senhor cuide de mim. Assim seja. Amém!

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Bobagem

Publicado em 22. Jan, 2012 ·0

♪Bobagem pouca/Besteira
Recíproca nula/A gente espera
Mero incidente/Corriqueiro
Ser mulher/A vida inteira… ↨♪
(Bobagem/Céu)

Eu tinha uma rima para isso. Não era uma rima muito inteligente…mesma classe gramatical… mas, tinha a explicação pro fato. No entanto, achei o argumento bobo e guardei pra mim. É sempre assim. Ninguém quer parecer bobo, e por medo de ser, acaba sendo. Não tem nada mais bobo do que o medo de ser bobo. Bobagem pura. A gente perde a chance de ser ingênuo, de ser feliz. Enche a cabeça com neuras, e assume uma postura mecânica, contida e planejada…e, soa tão bobo, que ser bobo naturalmente vira charme. Enquanto isso, o bobo contido… é só um bobo.

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Agonia

Publicado em 18. Jan, 2012 ·0

♪Eu não suporto mais tua simpatia de giz
O teu jeito de saber do vento mais que o nariz
Esse jeito de ser o que você queria ser, mas não é…♪♪
(Simpatia de Giz – Oswaldo Montenegro)
Hoje à noite, eu vou entrar no meu quarto, deitar na minha cama, fechar meus olhos e fingir que está tudo bem. Não sei por quantos segundos eu vou acreditar nisso. Mas, tá valendo. Tem mentiras nas quais a gente passa a vida inteira acreditando e não se mata por isso. Não vou me matar. Coisa que abomino. Tanta gente lutando pela vida e outros, idiotas, extirpando as suas. Fato, é que estou chateada com muita coisa. Tenho vontade de gritar e mandar um monte de gente à m%#*@! Sei que isso não vai resolver muita coisa, talvez até piore em certos aspectos, mas quem sabe assim eu expurgo a raiva e agonia que estão me consumindo.

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Mal traçadas

Publicado em 17. Jan, 2012 ·0

Havia um lápis sobre a mesa. Ao redor, espalhados pelo chão, vários papéis rabiscados. Por todo lado textos inacabados. Havia palavras soltas no ar e era possível ouvir uma canção antiga. Aquela melodia delicada trazia à tona um saudosismo inquietante. Ao mesmo tempo, o vento esgueirava-se pela brecha da janela. Sussurrava algo, num tipo de dialeto incompreensível. Parecia querer se comunicar com a casa, com as palavras, com a música, com aquela que recostada no sofá, permanecia ausente. Sua cabeça não obedecia a seus comandos. De tanto brincar de imaginar, a imaginação a fizera de brinquedo. E agora, obediente como sempre fora, sucumbia a seus mandos e desmandos.

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Rima rica

Publicado em 04. Jan, 2012 ·0

Quem dera eu pudesse
Tão grande sorte alcançar
Lançava eu pelo espaço
Disseminava no Ar…

A atmosfera terrestre
Coberta de luz e de som
Os lábios unidos, soma
A pele tom sobre tom.

Cabelos soltos ao vento
Pés descalços no chão
Mãos entrelaçadas
Cabeça, corpo, coração.

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