…
Saio de cena
Não cabemos no mesmo lugar
Tanta tristeza
Dor , pena
Tanta coisa solta pelo ar
Tanta tristeza
Dor , pena
Tanta coisa solta pelo ar
Hoje estou ausente. Não tenho amor, saudade, culpa, proteção, calor ou certeza. Não me interesso, ne me arrisco, conheço ou me apaixono. Não crio vínculos, círculos, nem conjugo o verbo amar.
Nem sei a quanto tempo essa inércia toda. Um mês? Seis? Um ano? Nem mesmo sei como mudar. Nem do que preciso. Seria aitude? Um pouco mais de saúde? Planos?
Ainda não descobri em que ponto do caminho eu me perdi. E o pior, nem sei que atalho devo pegar. Atalho? E existem atalhos?
*Ao som de: Ana Carolina - Ruas de Outono
Quando você partir, em direção a Ítaca,
Espero que sua estrada seja longa.
Que sejam muitas as manhãs de verão,
e que o prazer de ver os primeiros portos
traga uma alegria nunca vista.
Procura visitar os empórios da Fenícia
e recolha o que há de melhor.
Vá as cidades do Egito,
e aprenda com um povo que tem tanto a ensinar.
Não perca Ítaca de vista,
pois chegar lá é o seu destino.
Mas não apresse os seus passos;
é melhor que a jornada demore muitos anos
e seu barco só ancore na ilha
quando você já estiver enriquecido
com o que conheceu no caminho.
Não espere que Ítaca lhe dê mais riquezas.
Ítaca já lhe deu uma bela viagem;
sem Ítaca, você jamais teria partido.
Ela já lhe deu tudo, e nada mais pode lhe dar.
Se, no final, você achar que Ítaca é pobre,
não pense que ela lhe enganou.
Porque você tornou-se um sábio, e viveu uma vida intensa,
e este é o significado de Ítaca.
(Konstantinos Kavafis, In: “O Zahir” de Paulo Coelho)
Eu? Relendo Paulo Coelho.