Sunday, November 30, 2008

Ela caminhava pela rua,
Enquanto seus pés eram enredados pela lama
Sua cabeça nutria fantasias.
Aquela figura pálida nua
Tinha coberta pelos cabelos, as faces em chama
Nas mãos poesias.

Sua pele tremia, fria
Seus olhos ardiam em brasa
Sua boca entreaberta, sorria
Seus braços pareciam asas.

Desesperado, em seu encontro ele partiu.
Partiu com a alma repleta de sonhos
Queria compartilha-los com ela.
Além da neblina, tinha um céu anil.
E todos aqueles planos risonhos
Juntos fariam da vida, aquarela.

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Wednesday, November 26, 2008

Sangue de Jesus tem poder.

Senhor, Meu Deus acuda!
Que maré é essa, Pai!
Loucura, loucura!

Alguém sabe dizer o que é bom fazer, pra superar rapidamente uma maré ruim?
Sabendo, compartilhe-a.
(Esqueça essa história de banho de sal grosso, ou de ir a Nazaré das Farinhas. Busco uma solução prática e exata.).

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Monday, November 24, 2008

Hummm!

         Todos os dias ele acordava cedo. Saltava da cama no primeiro ruído do despertador. Apanhava a toalha e se dirigia ao banheiro. Logo ligava o chuveiro e o deixava assim enquanto fazia a barba. Já de barba feita, despia sua samba canção e deliciava-se com um banho quente. Enquanto lavava os cabelos sempre se recordava dela. Ela que por tantas vezes implicara com seus cabelos desalinhados… Vestia-se apressado, pois sempre acabava perdendo minutos preciosos em devaneios feitos sob a água do chuveiro. Perfumava-se e apanhava as chaves do carro e partia. Com o carro em movimento, ligava o rádio. Sempre uma canção de amor. Sempre aquela fisgada por dentro. Seguia adiante tentando afastar aquela saudade de si.
          No trabalho era sempre o mesmo, exigente, responsável e justo. Sua voz grave, assustava num primeiro momento, mas logo era identificada como sinônimo de confiança e praticidade. Não era homem de meias palavras ia direto ao assunto, sempre… no trabalho. No que dizia respeito a sua vida amorosa… que vida amorosa? Saía com uma e outra, se satisfazia, mas não vivia. Nunca havia vivido uma relação. Quando chegara perto disso, a perdera… por medo de dizer o que sentia. Por recear não ser correspondido. Por medo de perder…perdera.
         Ás vezes na solidão do seu quarto, logo depois de retornar de uma farra qualquer, se perguntava por que sua vida tomara esse rumo. Tinha certeza de que perdera a sua chance de ser feliz quando ela partiu. Desde então não se ocupou de ninguém. Não conseguia entender que fora ele quem a abandonara quando não se permitiu dizer, falar, amar, quando deveria. Não entendia que tão imporante quanto sentir é manifestar  aquilo que se passa por dentro.

( continua…)

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Sunday, November 23, 2008

PRIMAVERA

Eu roubando um confete do meu bolo surpresa!haha!

De vera, mais uma Primavera!
Mais uma Pétala vivida!
Quanta cor e dor
Em um ano de vida!

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Saturday, November 22, 2008

Baila, amor

Me dê um tempo
Que com tempo eu sempre entendo
A brisa pra qual atento
Vi passar, hoje sou vento

Passa dia, passa hora
Ora bolas, que demora!
Não demora, colabora
Me espera, não implora

Quantos passos tem o acaso,
Caso queira minha casa?
Minha alma peça rara
Não rara a hora escassa.

Um dia sem pressa
Você se apressa e me alcança
Não me cansa expressar
O quanto o prezo.
-Dança?

Ao som de: Bandolins - Oswaldo Montenegro

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Sunday, November 9, 2008

Como são cruéis
As pessoas e suas ‘patias’.
Transgridem, matam
Exoneram as outras de suas vidas.
Interrompem sonhos
Fabricam ilusões fétidas
Promovem a dor.

Que a Rachel e a Sabrina descansem em paz!!!

“Ave Maria, cheia de graça. O senhor é convosco. Bendita sóis vós entre as mulheres, bendito é o fruto do vosso vente: Jesus. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte, Amém!!!”
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Wednesday, November 5, 2008

Saudades…


Como tenho saudade daqueles momentos. Tenho saudade do que você representava. Saudade de tudo que não foi mas poderia ter sido. Saudade do seu olhar carinhoso. Das suas palavras manhosas e cheias de chantagem. Daquele clima que existia entre nós. Das nossas conversas sem nexo. De toda sua insistência. Saudades de você.
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Decisão!

Lembro que quando criança um de meus maiores dilemas era ter de decidir entre chocolate branco ou chocolate negro. Encontrar primos suficientes pra montar dois times de queimada. Enfrentar meus pais na hora do almoço e não comer feijão. Mas a gente cresce e as coisas mudam. Aiiii! Queria voltar a ser criança.
Essa semana tive de tomar uma forte decisão que com certeza refletirá na minha vida todinha. Protelei o máximo que pude. Claro que essa decisão foi tomada influenciada por toda uma conjuntura ‘catastrófica’ (não perdi esse meu lado criança, sou hiper exagerada), mas foi uma decisão minha. Me senti cobrada, por não ter feito o que a maioria esperava de mim. Sim, ainda me deixo influenciar pelas expectativas que criam a meu respeito. Isso que dá ser considerada uma pessoa ‘certinha’. Fico pensando no que teria sido se tivesse tomado o outro caminho, talvez não tivesse dado certo, como eu tinha receio. Mas, enfim, não saberei. Me resta agora encarar a escolha feita e correr atrás do que realmente quero.

Coragem, garota! O mundo está aí e ele não vai fazer um ‘break’ pra lhe perguntar pra que lado quer que ele gire. Corre atrás, anda!

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