Thursday, April 23, 2009

Bastaria pra que o mundo houvesse em qualquer lugar…

“Há sempre a pequena chance
de o impossível rolar..”
(Sua impossível chance - Titãs)

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Thursday, April 16, 2009

O vitríolo ou a amargura

Por Paulo Coelho


No meu livro “Veronika decide morrer”, que se passa em um hospital psiquiátrico, o diretor desenvolve uma tese a respeito de um veneno indetectável que contamina o organismo com o passar dos anos: o vitríolo. Assim como a libido – o líquido sexual que o Dr. Freud reconhecera, mas nenhum laboratório fora jamais capaz de isolar, o vitríolo é destilado pelos organismos de seres humanos que se encontram em situação de medo. A maioria das pessoas afetadas identifica seu sabor, que não é doce nem salgado, mas amargo – daí as depressões serem profundamente associadas com a palavra Amargura.

Todos os seres têm Amargura em seu organismo - em maior ou menor grau - da mesma maneira que quase todos temos o bacilo da tuberculose. Mas estas duas doenças só atacam quando o paciente acha-se debilitado; no caso da Amargura, o terreno para o surgimento da doença aparece quando se cria o medo da chamada “realidade”.

Certas pessoas, no afã de querer construir um mundo onde nenhuma ameaça externa pudesse penetrar, aumentam exageradamente suas defesas contra o exterior – gente estranha, novos lugares, experiências diferentes - e deixam o interior desguarnecido. É a partir daí que a Amargura começa a causar danos irreversíveis.

O grande alvo da Amargura (ou Vitríolo, como preferia o médico do meu livro) é a vontade. As pessoas atacadas deste mal vão perdendo o desejo de tudo, e em poucos anos já não conseguem sair de seu mundo – pois gastaram enormes reservas de energia construindo altas muralhas para que a realidade fosse aquilo que desejavam que fosse.

Ao evitar o ataque externo, também limitam o crescimento interno. Continuam indo ao trabalho, vendo televisão, reclamando do trânsito e tendo filhos, mas tudo isso acontece automaticamente, sem que entendam direito porque estão se comportando assim – afinal de contas, tudo está sob controle.

O grande problema do envenenamento por Amargura reside no fato de que as paixões – ódio, amor, desespero, entusiasmo, curiosidade – também não se manifestam mais. Depois de algum tempo, já não restava ao amargo qualquer desejo. Não tinham vontade nem de viver, nem de morrer, este era o problema.

Por isso, para os amargos, os heróis e os loucos são sempre fascinantes: eles não têm medo de viver ou morrer. Tanto os heróis como os loucos são indiferentes diante do perigo, e seguem adiante apesar de todos dizerem para não fazerem aquilo. O louco se suicida, o herói se oferece ao martírio em nome de uma causa – mas ambos morrem, e os amargos passavam muitas noites e dias comentando o absurdo e a glória dos dois tipos. É o único momento em que o amargo tem força para galgar sua muralha de defesa e olhar um pouquinho para fora; mas logo as mãos e os pés cansam, e ele volta para a vida diária.

O amargo crônico só nota a sua doença uma vez por semana: nas tardes de domingo. Ali, como não tem o trabalho ou a rotina para aliviar os sintomas, percebem que alguma coisa está muito errada. 

In: Manual do Guerreiro da Luz - On Line


Não deixemos que o medo de mudar, de fazer diferente, nos faça pessoas tristes e odiosas. Que não nos tornemos invejosos, melancólicos ou cheios de decepção. Que o “Se eu isso…” , “Se eu aquilo…” não se apodere de nossas vidas. Que arrisquemos-nos, que quebremos a cara, que vivamos. Viver exige que sejamos perseverantes.

Ao som de: Mudar dói, mas não mudar dói muito - Oswaldo Montenegro
                      Muros e Grades - EngHawaií                                                                       

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Monday, April 13, 2009

Uma canção de amor jogada ao vento
pela boca de um anjo sedutor,
acertou-me como uma flecha
me causando desconforto 
e entorpecendo o meu humor.

Se eu tivesse um fragmento mais de tempo,
um ‘naco’ de eternidade,
demovia esse sofrimento
detetizava minha alma.

Que odisséia, vejam só.
Minha pessoa viveria
Ilusão, tormentos,
sonhos
, contratempos
Travados dias a fio
Pra que no fim de tudo
me restasse ’a fantasia’.
[De Isolda, Julieta, Madalena, Maria...]
Uma epopéia sentimentalóide, eu escreveria. 

Versos loucos e generosos
de uma aventura desvairada,
grafados por uma anedótica criatura
numa jornada anestesiada.

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Wednesday, April 8, 2009

‘Siga onde vão meus pés, que eu te sigo também…’

   Tenho de confessar. Não posso esconder… eu pequei. Pequei porque não me aguentei e dirigi olhares de cobiça pro homem alheio. Sabe aquele tipo de pessoa que não tem nada demais, mas de alguma forma chama a atenção? Assim foi. O cara passou a vez dele pra mim (a garota estabanada que sempre tropeça e quase cai), e tipo… nem me cantou, nem nada! Eu ’secando’ ele, e ele nada. Será que foi isso que chamou minha atenção? O fato dele nem ‘tchum’ pra mim? 
   “-Descrição, descrição, descr…”
   Tá bom, já vai: o cara estava de calça social escura, camisa social verde, sapatos combinando, cabelo penteado, pele branca,  óculos, 1,70m e poucos de altura, na casa dos trinta, barba feita. Sabe aquele furinhos no rosto? Ai, ele tinha. Educado, sabe! Lembrei de minha prima Doce falando da importância de sempre estar maquiada e de cabelo tingido e escovado, “Nunca se sabe né? A gente pode encontrar o grande amor de nossas vidas ao dobrar a  esquina, quando saía pra comprar pão. E eu quero estar linda quando eu encontrá-lo”. Ódio! Eu estava descabelada, o pó e o rímel já tinham ido embora a muito tempo. Um calor danado, grudenta… aff! Sem chances! Nada a ver! …nada a ver eu ficar pensando nesse cara, gente. Ele só passou a vez pra mim. E com certeza, solteiro não deve ser. Se num for casado, é gay. Bem que tinha um japa com ele… mas verdade seja dita, o cara não tinha jeito de bicha. Ele só não me ’secou’ quando olhou pra mim. Será que eu tô tão ’sem sal’ assim? Acho que as minhas ‘pochetinhas’ estão, de fato, me atrapalhando. Ai gente.. que coisa!

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Monday, April 6, 2009

“Hoje o tempo voa, amor…


…escorre pelas mãos

Mesmo sem se sentir
Pois não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo o que há pra viver
Vamos nos permitir!”
( Tempos Modernos - Lulu Santos)

   Depois de assistir ao 11º Episódio da 5º Temporada de Lost, começo a acreditar que viagem no tempo é possível. Não tô falando daquela viagem mental que a gente faz quando pega uma foto antiga ou revê o primeiro amor. Tô falando de viagem física mesmo. Teletransporte através do tempo, sacou? Já viajei tanto nas paranóias e coincidências de LOST, que começo a achar que tudo é possível.
   Então, ‘O que eu faria se pudesse caminhar livremente pela linha do tempo?
   Retirando um tempinho da minha atarefada vida (cof,cof) pra pensar a respeito, pude concluir que se fosse possivel além de viajar no tempo, também alterar o tempo, eu faria coisa, viu? E não seria coisa pouca, não. Pra começo de conversa não deixaria ninguém pisar em mim, como já fizeram. Essa coisa de ser humilde e boazinha, relevando, ponderando tudo e considerando todo mundo, tá por fora. Respeito é bom e eu gosto. Voltaria lá na minha infância e descascaria horrores praquela tia antipática-depressiva. Eu lá tenho culpa dos horrores que o pulha do marido dela lhe fazia. Me poupe, né? Nós eramos só crianças e ela nos colocava uns contra os outros, exaltando as qualidades (que nem existiam) nos fedelhos dela em detrimento do nosso bom comportamento e respeito. Ah como eu fui uma criança medrosa. Aquilo não era prudência não. Era medo mesmo.
   Se pudesse voltar no tempo, voltaria lá o ginásio e me agarraria com aquele Gatinho Robusto ,mesmo contra vontade de mamãe. Talvez hoje estivesse cheia de filhos, quem vai saber… Mas verdade é que fiquei na saudade mesmo. E olha que ele continua ainda um pedaço… humm! Se eu tivesse a oportunidade…(.rsrs)!
   Com certeza, daria uma passadinha na época do meu colegial. Sabe aquele cara gordo e mala, do segundo ano? Ah com certeza eu diria umas coisinhas na cara dele. Caraca, ele me chamava de ‘orca’, e tipo, eu devia ter uns 15 kg a menos que hoje, e hoje eu não me sinto uma ‘orca’. Mas como esse cara me fez mal, nossa! Passei parte do meu colegial deprimida, me achando uma baranguete. Me poupe, né! Quem aquele elefante-obeso-emaconhado pensa que é? Ah, e a história de amanhecer com a boca cheia de formiga, tudo ‘pressão’ dele. Aquilo era só pose. Idiooota!
   Sem sombra de dúvida, voltaria naquela quarta-feira (acho que foi quarta) em que deixei de me encontrar com aquele amorzinho loiro da facul. Gente, onde eu estava com a cabeça? Acho que ainda me achava a “orca” do colegial (cadê o elefante idiota? Quero esganá-lo). Deixei passar aquele Anjo Loiro. Doida, doida, doida!
   Mas se eu pudesse voltar no tempo, eu ainda…………. perai! Pula essa parte!
É melhor eu parar com isso. Se não a coisa vai acabar indo longe demais. Ops!

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