Monday, May 18, 2009

Leia

   As minhas mais novas aquisições:  “O Outro” de Bernhard Schlink e “A Cabana” de William P. Young. Adoro livros. Se pudesse tinha aos montes. Todos os que quero ler. Mas como não posso, (afinal ninguém vive só de livros, né) compro-os quando cabem no meu bolso.
   Observei que falo pouco de livros aqui no blog, embora sempre viva com um debaixo do braço. Quase uma obsessão. Não sei não estar lendo alguma coisa. Confesso que alguns não chego no fim, outros me obrigo a fazê-lo. Mas a grande maioria eu devoro. Romance, Aventura, Drama, Comédia… me acabo. Guardo com carinho a leitura de alguns:

  •  O Caçador de Pipas, de Khaled Housseini: lembro que comprei esse livro meio no impulso. Li que havia algumas semanas entre os mais vendidos, e precisava pedir mais um (comprava O Código da Vinci vs. ilustrada, pra constar no meu acervo, uma vez que ja havia lido o dito cujo a algum tempo) pra ser frete grátis. A leitura do livro foi tão fascinante e real que o devorei em dois ou três dias. Tentando assimilar os fatos e a crueldade dos homens, me vi envolvida em lágrimas e esperança.
  • Se Houver Amanhã, de Sydney Sheldon: que narrativa envolvente. Ninguém gosta da idéia de ver um inocente pagando por um crime que não cometeu, vivendo todas as atrocidades possíveis. Vai crescendo aquela vontade de justiça… e assim foi com a história de Tracy Whitney. Me esbaldei nesse livro do Sheldon. Pra mim o mais inteligente dele. A cada reviravolta de Tracy, a cada plano eu me deliciava com sua esperteza. Demais.
  • O Diário de Um Mago, e O Demônio e a Srta. Prym, ambos de Paulo Coelho: a jornada espiritual de um homem em busca daquilo em que acredita; e a descrença de outro na bondade humana, me prenderam e fascinaram, à  medida que me fizeram refletir o quanto somos, unicamente, responsáveis pelo que somos. Nossas escolhas fazem o que somos. E o que somos é o caminho que percorremos, o rumo que escolhemos. Resta-nos fazê-lo com dignidade, paciência e amor.
  • O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding: comédia pura. E o pior, me identifiquei em alguns aspectos com a Srta. Jones. Pra chorar… de rir. Muito bom. Lembro que a imagem da Renée Zellweger não me saia da cabeça. Ela fez uma Bridget impecável. Lembro que fiquei decepcionada com o fato dos filmes terem misturado as histórias dos livros. Mas ainda sim o Colin Firth, e seu Mark Darcy, ainda é meu sonho de consumo.

    Isso, fora tantos outros que embalaram a minha vida. A coleção Paulo Coelho (O guerreiro da luz nunca desiste de seus sonhos), O Manifesto Comunista (Operários de todo mundo, uni-vos!), O Pequeno Príncipe (Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas), etc.. etc.. Nossa! AmooO!

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Wednesday, May 13, 2009

Quanta fofura!

Hoje estava eu no trabalho, enlouquecida entre papéis e os pensamentos persistemente acomodados em minha segunda mente, quando cai em minhas mãos a edição de maio da Revista Cláudia. Uma matéria da Liliane Prata acabou me roubando a atenção. Adoro textos descontraídos, de leitura rápida e temas interessantes (relacionamentos/comportamento sempre me interessam, será que é por que eu sou mulher?). O que nós mulheres queremos?  Em “Mulher procura Homem Fofo“, Liliane fala desse novo(???)  formato de príncipe encantado. Na verdade, acho que é mais uma tendência social. Sim. Alguma mulher super poderosa rendeu-se à suposta fragilidade de um Homem Fofo, e virou ‘moda’. As  demais acharam/descobriram que seria bom e seguiram.
¹
As mulheres bem sucedidas, mercadologicamente falando, quase sempre não são mães. Maternidade requer tempo e muita dedicação, coisa que vão sempre protelando. Aí, do nada, pinta um marmanjo carente, doido pra ser ‘cuidado’ por uma Super-Mulher. Logo a gente se derrete. Assim fica mais fácil ser mãe, já não precisa trocar fraldas, nem dar banho nele… melhor, pode tomar banho com ele. Perfeito… pra algumas. Tá, que é ótimo se sentir necessária. Ótimo saber que alguém está atento ao que gostamos ou não, queremos ou não. Ótimo conviver com alguém tão compreensível, que não se incomoda em nos ceder o papel de provedor ($$$) da relação. Mas tudo isso, uma hora com certeza, vai encher o saco. Acho importante cada um exercer sua opinião. Não acho que uma pessoa que aceite tudo, concorde com tudo, é capaz de uma relação saudável. Dá uma sensação de estar pouco se importando. Acho que as divergências são importantes. Nós queremos alguém sensível do nosso lado, mas nem tanto né. A gente gosta de ‘pegada’. Talvez seja até uma coisa meio cultural, que acabou se enraizando no meu conceito de gênero. Posturas, talvez, caricatas de homem e mulher. Mas ainda acho que se há alguém pra ser protegido, com certeza é a parte feminina do relacionamento, que pra mim ainda continua sendo a mulher. Quero alguém que me conforte, que me proteja, e ponto. Homem Fofo?Ah.. nem tão fofo assim.

¹. Sabe qual é o cara ideal? Aquele que veste uma cueca vermelha por cima da malha azul, e carrega um enorme “S” no peito. Ou seja, gentil e educado como Clark Kent, corajoso e “arrancador de suspiros” como Super Man.

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Sunday, May 10, 2009

Mãe…


Um pedacinho de céu na Terra.
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Thursday, May 7, 2009

Meu coração é um músculo involuntário…


“…Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil de dizer… “
(Você Vai Estar Na Minha - Marisa Monte)

   Gente, para tudo, para tudo! Viver? Que coisinha complicada! Aff! Há dias em que sinto que vou enlouquecer. Deus me deu uma cabeça privilegiada, e essa por sua vez não para de trabalhar. Fica o dia todo ‘maquinando’, colocando todos os seus ‘macaquinhos maluquinhos’ para se exercitar em elucubrações hiperbólicas. E o mais ‘engraçado’ disso, é que ela, a minha cabeça, nunca admite o que está na cara (tsc).
   Tenho uma enorme dificuldade de assumir os meus sentimentos. Sério! Seja medo, amor, raiva, indignação. Às vezes pareço meio blasé. Noutras fico terrivelmente ‘tocada’ mas não consigo me manifestar. Outro dia enquanto fazia caras e bocas pra uma máquina fotográfica, (sim eu também faço isso) percebi o quanto não consigo fazer uma cara feliz. Penso que estou fazendo uma cara feliz, mas quando olho o resultado, tenho a mesma expressão fria. Olheiras escuras, olhos caídos, lábios finos, semblante triste. Encucada com isso passei a observar meu reflexo nas vitrines das lojas pelas quais passo no meu percursso diário. Fato, tenho um semblante triste. Uma expressão de quem tem vergonha, de quem está descontente. Ando como se estivesse no mundo da Lua, tão perdida em meus pensamentos. Não consigo me desligar dos problemas e acabo por vezes criando outros.
   Não sei perder. Assim, as vezes acabo dando a impressão de que sou forte, sou madura. Porra nenhuma.!!! Tô morrendo de medo de tudo. Tenho raiva, tenho desespero, tenho tristeza. Sou carente. Ansiosa. Acredito em Deus, acredito na sua providência. Mas sou impaciente. Sou pecadora, sou humana.

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Monday, May 4, 2009

Wonder Woman

http://www.atadolfo4.xpg.com.br/Leanne%20Tweeden%20-%20Mulher%20Maravilha.jpg

   Ela não tinha um body vermelho e azul com estampa de estrelas, nem uma tiara dourada, tampouco um laço da verdade ou botas vermelhas. Ela não ia lutar contra nenhuma maluca enfurecida, defender as amazonas de Themyscira ou reconduzir um mocinho de nome Steve Trevor à sua terra de origem. Não participava de nenhuma Liga Extraordinária, nem tinha amigos fiéis com superpoderes. Ao contrário. Quase sempre  usava calça jeans e camiseta Hering, cabelos presos num rabo-de-cavalo e sandálias plataforma, e todas as suas armas (batom, rímel e hidratante) ela carregava numa bolsa a tira-colo.  Seus amigos por vezes a esqueciam ou lhe faltavam em momentos importantes. Também não havia mocinho qualquer precisando ser salvo, ou era apadrinhada por deuses ou pessoas importantes.
   Sua rotina era muito mais modesta que a da heroína criada por Marston. Não tinha nenhum tipo de força extraordinária. Na verdade era muito sensível. Na roda-gigante hormonal tão caracteríticas às suas, ela por vezes sucumbia a um dileminha qualquer. Volta e meia mergulhava em crises existenciais homéricas. Tinha um master senso auto-crítico e uma bondade quase artificial. Por vezes perdoava os seus, mas quanto a si… era implacável. Se considerarmos as saias-justa em que por vezes se metia, tinha certo jogo de cintura. Não que sua cintura fosse fina como a da caucasiana semi-imortal, mas tinha lá seus atributos.
   Sua tez pálida devia-se a pouca exposição do sol. As espinhas lhe lembravam a adolescência pouco vivida. As maçãs do rosto eram salientes, os lábios finos e rosados, os olhos grandes e escuros. Não tinha um laço capaz de envolver e obter a verdade de quem quer que seja, mas por vezes sua intuição conseguia ler as pessoas.
   Tinha planos. Tinha sonhos. Não buscava a perfeição. Não tinha toda aquela coragem da amazona, e nem toda a sua disposição, mas sabia querer bem. Vivia a sua vida com uma certa angustia, mas tocava em frente. Só lhe restava acreditar. Podia não ser a Mulher Maravilha, mas apesar de tudo e com uma certa ajuda (maquilagem e figurino) por vezes se sentia uma Maravilha de Mulher.

Ao som de : Love You’till The End - The Pogues

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Saturday, May 2, 2009

Eu bem que poderia estar falando alto ou gritando…

“…Eu bem que poderia freqüentar todos os bares
Tentando exorcizar um pouco o que sofri
Andar de mesa em mesa
Tropeçando e bebendo
Chorando e contando a minha triste história
A quem quisesse ouvir

Confesso entretanto que sou incapaz
De jogar fora assim as minhas lágrimas
Prefiro dormir sozinha no quarto
Talvez eu esteja bem melhor ao acordar…”

(Apenas Timidez - Kid Abelha)

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Friday, May 1, 2009

- Quem é você?
Certa vez, em meio a uma multidão que aguardava o inicio do funcionamento de uma repartição pública, ela foi surpreendida por essa indagação. Nunca havia visto aquele senhor anteriormente, lhe ocorreu que ele pudesse tê-la confundido com alguém, e restou-lhe responder o óbvio, era ‘uma pessoa numa fila, à espera de atendimento’ - como todas as outras ali presentes. O senhor pareceu realmente ter cometido um engano, deu-se por satisfeito com a resposta e partiu sem mais. Ela, porém, ficou ali se remoendo com aquela indagação. Quem era ela, afinal? Uma pessoa na fila era a situação em que se encontrava, e não o que realmente ela era.

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