Monday, July 6, 2009

Devaneio


É escuro
É perfeito
Completo, sem jeito

É humano
É errado
Indiscreto, apaixonado.

É distante
Fascinante
Excitante e muito vago.

É plano
É sonho
É concreto e abstrato.

Ao som de: A Pessoa Errada - Paulo Ricardo

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Saturday, July 4, 2009

Era só uma questão de tempo. Logo, ela caíria em si. Era óbvio que se tratava de uma situação constrangedora… tudo ia passar. Bastava fingir como tantas outras vezes fizera. Um sorriso plástico no rosto mantido por alguns minutos, e na primeira oportunidade… cairia fora. Pronto. Seria mais um capítulo encerrado.  Mais uma sensação de ‘pequenice’. Mais uma lembrança ridícula que ela coloraria no velho pote de frustrações.

Ao som de: Uninvited - Alanis Morissette

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Friday, July 3, 2009

Vermelho

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Wednesday, July 1, 2009

Palavras

Tantas coisas pra falar, pensamentos inacabados, loucos pra saírem por aí … impropérios e/ou verdades absolutas (tudo é uma questão de ponto de vista), numa mescla de confusão e realismo, evidentemente nascidos da minha mente paradoxal. Fato é que mergulhei novamente no meu recanto das letras. Sucumbi aos calores envolventes das palavras, como já fiz inúmeras vezes. Geralmente quando cedo a essa voluptuosa avidez literária, permaneço por um tempo aquém de tudo e com uma instropeção absurda. As engrenagens do meu cérebro tentam absorver e acomodar todo esse ‘oléo de máquina’ advindo das artimanhas grafadas nas inúmeras laudas recém devoradas.

A Cabana, de William P. Young (Ed. Sextante)

A Cabana é mais um daqueles livros que tem mais fama do que qualquer outra coisa. Decidi lê-lo por indicação de um amigo. No fundo achei a sinopse interessante - acredito que a venda desse livro se deve muito a quem escreveu a orelha do mesmo, mas o livro é monótono. Caraca, uns diálogos chatos, pacas. O esclarecimento a respeito da Santíssima Trindade é interessante, a idéia é boa mas o desenvolvimento pecou pela chatice. Não sei se foi meu estado de espírito, mas A Cabana foi um dos livros em que mais me faltou entusiasmo pra chegar até o final, e só o fiz porque me destinei a fazê-lo. Muitas pessoas vão gostar,  afinal muita gente quer saber o porque de certas coisas tão ruins acontecerem em suas vidas, e confesso que achei boa a explicação apresentada pelo autor (até porque é a mesma que, nós cristãos,  ouvimos por toda vida), não achei o livro ruim. Mas pra encher 200 e poucas folhas não precisava tanta lenga-lenga repetitiva.

Poucos dias depois de ter lido esse livro, estive conversando com uma pessoa kardecista, próxima a mim. Eu, católica declarada, mas curiosa, comecei a indagá-lo a respeito de opiniões e conceitos que temos a cerca de temar religiosos os quais divergimos. Foi uma conversa interessante. Venho refletindo desde então. Tenho consciência de que sou bastante influenciavel e facilmente seduzida por explicações coerentes e argumentadas de forma consistente. Dificilmente deixaria de ser católica, nunca imaginei isso, mas confesso que nutro uma grande simpatia pelo  kardecismo. E pricipalmente pelos kardecistas, tive o prazer de conhecer alguns cuja a presença me trouxeram muita paz, segurança e carinho.



Os Homens que Não Amavam as Mulheres, de Stieg Larsson (Ed. Cia. das Letras)

Os Homens Que Nâo Amavam as Mulheres com certeza merece o posto de best-seller. Uma narrativa impecável. Um enredo intersessante, recheado com os melhores ingredientes de um romance policial. Aventura. Suspense. Drama. Paixão. Excessos. Loucuras. Devorei num piscar de olhos. Tive uma necessidade incontrolável de seguir Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander. A príncipio são persongens com histórias paralelas, cheias revéses. Mas quando se encontram é que a coisa fica boa mesmo. Preciso, urgentemente, adquirir “A Menina Que Brincava com Fogo”, segundo volume dessa trilogia, a Millenium. Recomendo.


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Tuesday, June 30, 2009

Festividades Juninas

Quadrilha - 23.06.09


“Sou o estopim da bomba, é você quem me faz ser assim
Se não quer ver o estouro da bomba
Não encoste esse fogo em mim…”
(Estopim da Bomba - Trio Forrozão)

Junho sempre foi sinal de festa, pra mim. Lembro-me da minha infância e as fogueiras que Vô Zé sempre montava na véspera de São João. A folia que fazíamos em volta da mesma. Traque, bombinha, estala-salão, chuvinha, forró, pamonha, milho cozido, amendoim, biscoito de polvilho, bolo de fubá e todas essas iguarias caipiras. O Vô Zé não está mais aqui entre nós, continuamos a nos reunir e sempre nos lembramos dele com grande saudade.

Esse foi o terceiro ano que confeccionamos camisetas. Fizemos uma quadrilha improvisada que ficou hilariamente graciosa, rsrs. Embora esteja ultimamente envolta em uma angústia aparentemente sem explicação, consegui me distrair e me divertir um bocado. Que mais festas juninas venham nos acolher.

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Sunday, June 21, 2009

“Não sei o que eu tô fazendo, mas tenho que fazer…

(DinhoOuro Preto in Texas City - 19/06/2009)

… naquela noite que eu te conheci
Eu acho que nunca vou esquecer…!”
(Eu Nunca Disse Adeus - Capital Inicial)

Para tudo!

Show do Capital Inicial, aqui na minha cidade? Tudo de bom!
Amei. Só não foi melhor porque já acabou.
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Thursday, June 18, 2009

Prove o sabor que tem o meu amor…

…Às vezes sou dia
Às vezes sou nada
Hoje lágrima caída
Choro pela madrugada
Às vezes sou fada
Às vezes faísca
Tô ligada na tomada
Numa noite mal dormida…

(Quero Sim - Paula Fernandes)

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Tuesday, June 9, 2009

A Farsa

Parecia impossível para ela continuar vivendo aquela vida. Nada estava como queria. A frustração morava em seus olhos, a tristeza repousava em sua face. Suas mãos frias perderam o aperto de mãos firme e caloroso. Seus lábios, a muito,  não tinham, se quer, um sorriso bobo de canto de boca, daqueles que a gente só dispensa quando está sendo educada. Sua face estava cada dia mais pálida. As incertezas dominavam sua mente. Não conseguia mais enxergar suas conquistas. Se sentia fraca…. fracassada. Quase sempre questionava suas escolhas, quando na verdade deveria honrá-las. É muito díficil fazer uma escolha, ela sabia disso. Mas sempre tivera a certeza de que fizera a escolha mais fácil, aquela que não lhe inflingisse riscos, e tinha vergonha disso. Sabia parecer ‘certa’, convicta, quando seu coração estava recheado de dor e medo. Engraçado como, volta e meia, a vida colocava em frente a ela peças a muito movidas e que lhe despertavam uma saudade incontrolável. Era como se fosse um pedacinho de felicidade deixado pra trás. Tinha vontade de correr lá atrás e abocanhar um pedacinnho bom daquilo.

Ao som de : Canções do Vento Sul - Paula Fernandes

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Sunday, June 7, 2009

Coisas que falamos, mas que de fato não correspondem ao que queríamos dizer

Isso acontece o tempo todo comigo. Uma obrigação hipócrita a qual me condiciono pela simples necessidade de manter o bom convívio. Umas vezes para evitar atrito, outras pra provocá-lo; ou  apenas ocultar uma emoção muito ou pouco trabalhada. Isso acaba gerando uma atmosfera artificial. Me sinto incomodada, mentirosa. Não sei até que ponto isso realmente ajuda.  É estranho. Acredito que se uma coisa é verdadeiramente boa não deveria provocar mal-estar, pois devia? Que paradoxo: Faz-se o bem e sente-se mal.

Ao som de: Belissimo Cosi - Laura Pausini

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Monday, May 18, 2009

Leia

   As minhas mais novas aquisições:  “O Outro” de Bernhard Schlink e “A Cabana” de William P. Young. Adoro livros. Se pudesse tinha aos montes. Todos os que quero ler. Mas como não posso, (afinal ninguém vive só de livros, né) compro-os quando cabem no meu bolso.
   Observei que falo pouco de livros aqui no blog, embora sempre viva com um debaixo do braço. Quase uma obsessão. Não sei não estar lendo alguma coisa. Confesso que alguns não chego no fim, outros me obrigo a fazê-lo. Mas a grande maioria eu devoro. Romance, Aventura, Drama, Comédia… me acabo. Guardo com carinho a leitura de alguns:

  •  O Caçador de Pipas, de Khaled Housseini: lembro que comprei esse livro meio no impulso. Li que havia algumas semanas entre os mais vendidos, e precisava pedir mais um (comprava O Código da Vinci vs. ilustrada, pra constar no meu acervo, uma vez que ja havia lido o dito cujo a algum tempo) pra ser frete grátis. A leitura do livro foi tão fascinante e real que o devorei em dois ou três dias. Tentando assimilar os fatos e a crueldade dos homens, me vi envolvida em lágrimas e esperança.
  • Se Houver Amanhã, de Sydney Sheldon: que narrativa envolvente. Ninguém gosta da idéia de ver um inocente pagando por um crime que não cometeu, vivendo todas as atrocidades possíveis. Vai crescendo aquela vontade de justiça… e assim foi com a história de Tracy Whitney. Me esbaldei nesse livro do Sheldon. Pra mim o mais inteligente dele. A cada reviravolta de Tracy, a cada plano eu me deliciava com sua esperteza. Demais.
  • O Diário de Um Mago, e O Demônio e a Srta. Prym, ambos de Paulo Coelho: a jornada espiritual de um homem em busca daquilo em que acredita; e a descrença de outro na bondade humana, me prenderam e fascinaram, à  medida que me fizeram refletir o quanto somos, unicamente, responsáveis pelo que somos. Nossas escolhas fazem o que somos. E o que somos é o caminho que percorremos, o rumo que escolhemos. Resta-nos fazê-lo com dignidade, paciência e amor.
  • O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding: comédia pura. E o pior, me identifiquei em alguns aspectos com a Srta. Jones. Pra chorar… de rir. Muito bom. Lembro que a imagem da Renée Zellweger não me saia da cabeça. Ela fez uma Bridget impecável. Lembro que fiquei decepcionada com o fato dos filmes terem misturado as histórias dos livros. Mas ainda sim o Colin Firth, e seu Mark Darcy, ainda é meu sonho de consumo.

    Isso, fora tantos outros que embalaram a minha vida. A coleção Paulo Coelho (O guerreiro da luz nunca desiste de seus sonhos), O Manifesto Comunista (Operários de todo mundo, uni-vos!), O Pequeno Príncipe (Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas), etc.. etc.. Nossa! AmooO!

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