Devaneio

É escuro
É perfeito
Completo, sem jeito
É humano
É errado
Indiscreto, apaixonado.
É distante
Fascinante
Excitante e muito vago.
É plano
É sonho
É concreto e abstrato.
Ao som de: A Pessoa Errada - Paulo Ricardo

É humano
É errado
Indiscreto, apaixonado.
É distante
Fascinante
Excitante e muito vago.
É plano
É sonho
É concreto e abstrato.
Ao som de: A Pessoa Errada - Paulo Ricardo
Era só uma questão de tempo. Logo, ela caíria em si. Era óbvio que se tratava de uma situação constrangedora… tudo ia passar. Bastava fingir como tantas outras vezes fizera. Um sorriso plástico no rosto mantido por alguns minutos, e na primeira oportunidade… cairia fora. Pronto. Seria mais um capítulo encerrado. Mais uma sensação de ‘pequenice’. Mais uma lembrança ridícula que ela coloraria no velho pote de frustrações.
Ao som de: Uninvited - Alanis Morissette
A Cabana, de William P. Young (Ed. Sextante)
A Cabana é mais um daqueles livros que tem mais fama do que qualquer outra coisa. Decidi lê-lo por indicação de um amigo. No fundo achei a sinopse interessante - acredito que a venda desse livro se deve muito a quem escreveu a orelha do mesmo, mas o livro é monótono. Caraca, uns diálogos chatos, pacas. O esclarecimento a respeito da Santíssima Trindade é interessante, a idéia é boa mas o desenvolvimento pecou pela chatice. Não sei se foi meu estado de espírito, mas A Cabana foi um dos livros em que mais me faltou entusiasmo pra chegar até o final, e só o fiz porque me destinei a fazê-lo. Muitas pessoas vão gostar, afinal muita gente quer saber o porque de certas coisas tão ruins acontecerem em suas vidas, e confesso que achei boa a explicação apresentada pelo autor (até porque é a mesma que, nós cristãos, ouvimos por toda vida), não achei o livro ruim. Mas pra encher 200 e poucas folhas não precisava tanta lenga-lenga repetitiva.
Poucos dias depois de ter lido esse livro, estive conversando com uma pessoa kardecista, próxima a mim. Eu, católica declarada, mas curiosa, comecei a indagá-lo a respeito de opiniões e conceitos que temos a cerca de temar religiosos os quais divergimos. Foi uma conversa interessante. Venho refletindo desde então. Tenho consciência de que sou bastante influenciavel e facilmente seduzida por explicações coerentes e argumentadas de forma consistente. Dificilmente deixaria de ser católica, nunca imaginei isso, mas confesso que nutro uma grande simpatia pelo kardecismo. E pricipalmente pelos kardecistas, tive o prazer de conhecer alguns cuja a presença me trouxeram muita paz, segurança e carinho.
Os Homens que Não Amavam as Mulheres, de Stieg Larsson (Ed. Cia. das Letras)
Os Homens Que Nâo Amavam as Mulheres com certeza merece o posto de best-seller. Uma narrativa impecável. Um enredo intersessante, recheado com os melhores ingredientes de um romance policial. Aventura. Suspense. Drama. Paixão. Excessos. Loucuras. Devorei num piscar de olhos. Tive uma necessidade incontrolável de seguir Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander. A príncipio são persongens com histórias paralelas, cheias revéses. Mas quando se encontram é que a coisa fica boa mesmo. Preciso, urgentemente, adquirir “A Menina Que Brincava com Fogo”, segundo volume dessa trilogia, a Millenium. Recomendo.
“Sou o estopim da bomba, é você quem me faz ser assim
Se não quer ver o estouro da bomba
Não encoste esse fogo em mim…”
(Estopim da Bomba - Trio Forrozão)
Esse foi o terceiro ano que confeccionamos camisetas. Fizemos uma quadrilha improvisada que ficou hilariamente graciosa, rsrs. Embora esteja ultimamente envolta em uma angústia aparentemente sem explicação, consegui me distrair e me divertir um bocado. Que mais festas juninas venham nos acolher.

…Às vezes sou dia
Às vezes sou nada
Hoje lágrima caída
Choro pela madrugada
Às vezes sou fada
Às vezes faísca
Tô ligada na tomada
Numa noite mal dormida…
(Quero Sim - Paula Fernandes)
Isso acontece o tempo todo comigo. Uma obrigação hipócrita a qual me condiciono pela simples necessidade de manter o bom convívio. Umas vezes para evitar atrito, outras pra provocá-lo; ou apenas ocultar uma emoção muito ou pouco trabalhada. Isso acaba gerando uma atmosfera artificial. Me sinto incomodada, mentirosa. Não sei até que ponto isso realmente ajuda. É estranho. Acredito que se uma coisa é verdadeiramente boa não deveria provocar mal-estar, pois devia? Que paradoxo: Faz-se o bem e sente-se mal.
Ao som de: Belissimo Cosi - Laura Pausini

Isso, fora tantos outros que embalaram a minha vida. A coleção Paulo Coelho (O guerreiro da luz nunca desiste de seus sonhos), O Manifesto Comunista (Operários de todo mundo, uni-vos!), O Pequeno Príncipe (Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas), etc.. etc.. Nossa! AmooO!