Friday, September 25, 2009

“Tenta achar que não é assim tão mal…

… exercita a paciência
Corta os pulsos no final
Saída de emergência…”
(Pulsos - Pitty)

Não fazia idéia do quanto a irritara. Talvez tivesse mesmo essa intenção, ela já não tinha certeza. Fato é que, sim, ele a aborrecera. As pessoas sabem muito bem como manipular a arte de entristecer. Praticam-na com tamanha maestria que tão logo onde havia girassoís não se vê nem carrapichos. Não entendia porque continuava a se deixar abater. Talvez fizesse o mesmo juízo de si mesma. Por vezes pensara em fugir disso. De tudo. Da contínua satisfação que existia em fazê-la esmaecer. Nada de mochilas nas costas, destino errante, não nutria nenhuma fantasia aventureira (embora o horóscopo teimasse em lhe dizer o contrário). Pensava, sim, em mudar de emprego, de cidade, de estado. Fixar residência e se acomodar com novos horários, novas pessoas. Mas sua natureza acomodada e temerosa acabava por fazê-la desistir. Na verdade julgava ter um “quê” de artista, escritora, pensadora… Parecia fácil escrever sobre suas desventuras, frustrações. Dizia isso como se fosse  para os artistas estritamente necessário produzir sob a tutela de suas angústias. E assim sempre que uma delas lhe “aperreava” de maneira mais incandescente ela despertava sua caneta e “danava” a grafar melancolias. Seu peito arfava em meio a fobias e pânico, enquanto sua mão frenética escrevia desconexas verdades e conclusões exageradas. Por vezes tinha certeza do potencial psicossomático de seus “mal-estares”. Horas ou até dias depois de erupções como essa, seu organismo apresentava sintomas de que algo não ia bem. Não conseguia digerir tudo e os resíduos necessitavam ser eliminados. Como não há um orificio específico por onde pudessem se desprender de seu corpo, tendiam a escapar das maneiras mais inapropriadas. Isso já havia conduzido-na a mergulhos estranhissímos a uma literatura psicanalítica bem danosa a leigos.

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Wednesday, May 13, 2009

Quanta fofura!

Hoje estava eu no trabalho, enlouquecida entre papéis e os pensamentos persistemente acomodados em minha segunda mente, quando cai em minhas mãos a edição de maio da Revista Cláudia. Uma matéria da Liliane Prata acabou me roubando a atenção. Adoro textos descontraídos, de leitura rápida e temas interessantes (relacionamentos/comportamento sempre me interessam, será que é por que eu sou mulher?). O que nós mulheres queremos?  Em “Mulher procura Homem Fofo“, Liliane fala desse novo(???)  formato de príncipe encantado. Na verdade, acho que é mais uma tendência social. Sim. Alguma mulher super poderosa rendeu-se à suposta fragilidade de um Homem Fofo, e virou ‘moda’. As  demais acharam/descobriram que seria bom e seguiram.
¹
As mulheres bem sucedidas, mercadologicamente falando, quase sempre não são mães. Maternidade requer tempo e muita dedicação, coisa que vão sempre protelando. Aí, do nada, pinta um marmanjo carente, doido pra ser ‘cuidado’ por uma Super-Mulher. Logo a gente se derrete. Assim fica mais fácil ser mãe, já não precisa trocar fraldas, nem dar banho nele… melhor, pode tomar banho com ele. Perfeito… pra algumas. Tá, que é ótimo se sentir necessária. Ótimo saber que alguém está atento ao que gostamos ou não, queremos ou não. Ótimo conviver com alguém tão compreensível, que não se incomoda em nos ceder o papel de provedor ($$$) da relação. Mas tudo isso, uma hora com certeza, vai encher o saco. Acho importante cada um exercer sua opinião. Não acho que uma pessoa que aceite tudo, concorde com tudo, é capaz de uma relação saudável. Dá uma sensação de estar pouco se importando. Acho que as divergências são importantes. Nós queremos alguém sensível do nosso lado, mas nem tanto né. A gente gosta de ‘pegada’. Talvez seja até uma coisa meio cultural, que acabou se enraizando no meu conceito de gênero. Posturas, talvez, caricatas de homem e mulher. Mas ainda acho que se há alguém pra ser protegido, com certeza é a parte feminina do relacionamento, que pra mim ainda continua sendo a mulher. Quero alguém que me conforte, que me proteja, e ponto. Homem Fofo?Ah.. nem tão fofo assim.

¹. Sabe qual é o cara ideal? Aquele que veste uma cueca vermelha por cima da malha azul, e carrega um enorme “S” no peito. Ou seja, gentil e educado como Clark Kent, corajoso e “arrancador de suspiros” como Super Man.

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Friday, February 27, 2009

Será que ele é?

Ela não tinha muita certeza… Será que era esta a resposta? Tá que ele é bonito, ela não podia negar. Alto. Cheiroso. Charmoso. Inteligente. Vaidoso. Hum… Meio obceno. Desbocado (Aff)¹. E o pior, GAY. Será que ele é mesmo GAY? Não, ela tinha quase certeza. Não seria possível, seria? Um cara na casa dos trinta com essas qualidades e solteiro? Solteiro de tudo. Sem piriguete nenhuma pra não ficar no atraso. Tem caroço nesse angu. Mulher se segura melhor. Disfarça. Mas homem… sei não. Seria mesmo ele a melhor opção? O que vale mais: um cara burro e homem ou um cara inteligente e ‘mei’ gay?

                                         Kevin Kline em cena do filme “Será que ele é?”

Ela estava meio ‘bolada’ com isso. Tentava analizar as opções. O que lhe restava? De repente teve um susto. Acho que ela atraía gays. Sim. Fazendo o restrospecto… O seu Sex Appeal não estava funcionando muito bem como ela queria. Ela havia lido uma matéria numa revista que falava sobre a influência do xixi da mulherada da feminização do mundo². Sim. Isso mesmo que vocês leram. Parece que o nosso xixi anda eliminando muito hormônio feminino - consequência do uso de anti-concepcionais. Esse xixi vai pro solo, o solo gera os alimentos, o homem come esses benditos alimentos e viram gays. Um absurdo isso. Imagina, colocar a culpa da viadagem masculina em cima da gente…! Eles (os homens que restam) querem evitar filhos tanto quanto nós.

Fato é que toda essa história de viadagem masculina e solterice feminina andou mexendo com a cabeça dela. Verdade que bateu uma tristeza nela. Ela estava disposta a fazer uma campanha contra os anticoncepcionais, vai que essa matéria da Revista Planeta tem fundamento, digo fundamento mesmo.

¹. Acho que traz para o homem um ‘quê’ de virilidade, palavrões e obcenidades (guardadas as devidas proporções). Não estou fazendo apologia a nada. Mas apesar d’eu não gostar de palavrões  - que mulher gosta?, eu sempre acho duvidoso a ausência de determinadas expressões na boca masculina. Assim como a presença de outras (Cruzes! Credo! Tenso). 
². Matéria publicada pela revista Planeta de xxx de 2008.

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Tuesday, February 17, 2009

“Mamãe eu acho que estou… ligeiramente grávida…”


Genteeee! Para (Iu! Perdeu o acento!) tudo!
O mundo está grávido! Sério! A humanidade está se multiplicando de tal forma… Nossa, absurdamente louco isso. Claro que isso tem um baita de um exagero de minha parte. Uma vez que as pesquisas demonstram que a população vêm diminuindo. Realidade essa que é resultado de vários fatores, tais como o lado ecônomico (como é caro criar e educar uma criança); beleza física (a mulherada quer conservar por mais tempo seios e barriga firmes); independência feminina, muito importante (assumir um relacionamento que culmine numa família e filhos? Mais tarde,né!).

Minha chefinha está grávida! De quatro meses! E só descobriu isso hoje! Quem ‘guenta’, uma coisa dessa? Rs!
A algum tempo ela vinha tendo comportamentos diferentes, incomodada com perfumes, uma barriguinha saliente, mas pra todos os efeitos era gordura. O mal da mulherada. Preocupada com essa ‘gordura’ que não conseguia perder, ela foi ao médico, e batata! GRAVIDEZ. Muito massa, cara! Fiquei muito feliz por ela. Um filho de 20 anos e agora um baby??? Loucura, boa, claro! Muita saúde pra essa criança. E uma gestação tranquila e cercado de amor e carinho pra ela.

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Wednesday, August 6, 2008

Será que é pedir demais, procurar por um cara cheiroso, que não cometa erros primários de português, não fume e escove os dentes?

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“A vida é minha , eu faço o que eu quiser”

“Já que ninguém tem nada com isso/ Posso fazer o que eu quiser
Já que eu não tenho mesmo ninguém/ Seja o que Deus quiser”
(Kid Abelha)

Afff, Mãe!
Como as pessoas (leia-se Sr. Boca Grande Intrometido, Patricinha Balzacquiana e D. Língua Solta) se incomodam com a vida alheia?!(rsrs) Gente, é demais. Se você fala demais, é faladeira/fofoqueira. Se fica na sua, curte um livro, não se mete com a vida de ninguém, é MUDA. Sim, MUDA. Fui chamada de MUDA, hj. (rsrs) Faz-me rir. Prefiro concentrar minhas horas de ócio em um entretenimento saudável e nada destrutivo… nem para mim nem para quem quer que seja.

Se incomodam, ainda com o fato de você ter ou não namorado. Tipo… estar solteira nunca foi um problema pra mim… até hoje. De uns tempos pra cá, comecei a ficar preocupada com isso. As pessoas estão tentando me convencer de que não posso querer e gostar de não ter um namorado. (Eu tinha cá comigo, que as pessoas tinham livre arbítrio e podiam escolher ser, estar ou fazer o que quiserem uma vez que respeitassem seus próprios limites e não trangredissem os limites alheios, mas parece que não, né?) E o que mais me chama atenção é o fato dessas mesmas pessoas se encontrarem solteiras. Um tem fama de gay (Sr. Boca Grande Intrometido), o que não é da minha conta e portanto não fico alardeando isso ou me metendo na vida dele.  “O que eu tenho haver com isso?” A outra (Patricinha Balzacquiana) não consegue engrenar uma relação desde que a conheço. “Será que ela não devia estar preocupada com asua própria vida amorosa?”.

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Friday, August 1, 2008

Uma versão meio hipocondríaca stressada solitária da Srta. Jones

http://www.theage.com.au/ffximage/2004/11/10/bridget_jones_wideweb__430x274.jpgEstou lendo “O diário de Bridget Jones”. Uma típica leitura nada construtiva intelectualmente, mas é Ó.T.I.M.A. como passatempo. Retrato fiel da maioria das mulheres, apaixonadamente burra.rsrs

Sabe quando 1+1 é mais que 2? Então!
Minha vida está uma louca monotonia. Casa-trabalho, trabalho-casa, computador-livro, livro-tv, tv-telefone, telefone-comput…. e assim vai. Meu trabalho aquela mesmice de sempre. Ainda tô preocupada com ‘as coisas’ aqui em casa. Aquela grana que não entra nunca. Nem outra grana qualquer também não entra. Salário??? Esse entra sim… no último dia do mês e no primeiro do mês seguinte já acabou. Minha vida tá bagunçada. Minha alimentação tá bagunçada. Tô ansiosa e preocupada por causa do futuro emprego no BB. Como vai ser minha vida? Aff!! Meu corpo tá sofrendo com isso. Acho que minha imunidade tá baixa. Toda hora pinta um probleminha. Tenho de levar os resultados dos exames na médica, antes tenho que fazer uma ultrassonografia também. Descobrir o que tenho pra poder resolver.

Isso me fez lembrar de uma Teoria da July. Uma vez comentando que estava sentindo uma dor no seio, e tal, ela soltou:
“- Relaxa. Isso é Tesão Acumulado/Reprimido. Pode acreditar!”
Será que Tesão Acumulado causa outras coisas também?rsrsrs
Olha eu preocupada!rsrs

Mas verdade, seja dita, ando meio carente mesmo. Quando a gente tem alguém com quem ocupar tempo e pensamento, é mais dificil ficar dedicando espaço na nossa vida pros problemas. Olha!!!! Talvez isso seja uma possivel solução, hein? Marky Darcy’s??? Daniel Cleaver’s ??? Apareçam.  rsrs

Ah gente!!! Preciso de $$$50mil. Alguém tem pra me dar?? Veja bem, me dar, de presente, sem nada em troca, de coração. Se pintar uma alma solidária por aqui, favor deixar um recadinho, terei maior prazer em entrar em contato. Ok???

Uma linda sexta-feira pra todos.

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Thursday, February 22, 2007

Macarrão a bolonheza

Inexplicavelmente, estou pensando constantemente em casamento. What? É isso mesmo que você leu, casamento. Eu uma árdua defensora da independência financeira feminina, ando sonhando com uma situação totalmente átipica aos meus planos. Nos sonhos apareço como uma zeloza dona-de-casa, que espera o maridinho para o jantar com macarrão a bolonheza e um bom vinho geladinho. Eu? Tá certo que sou uma pessoa romântica, e que de fato adoraria cenas assim, mas isso depois dos 30, não aos 22 como apareço nos meus sonhos.

O mais estranho são os filhos. Sim, eles também têm aparecido nos meus sonhos. Eu extremamente barriguda, com um homão (pelo menos no sonhos, eles - os maridos - são gatos. Altos, fortes, aff!) pagiando minha protuberância abdominal enquanto ressalta o quanto eu fico linda assim. Aff! Tô muito piegas! O que é isso?

Será que isso tudo é só porque tenho sido assolada por tarefas historicamente femininas (faxina e almoço) nos últimos dias?

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Tuesday, February 13, 2007

O que seria da progesterona se não fosse a testosterona?

 

   Ouve-se muito falar sobre o que seria do mundo se não fossem as mulheres. Adoramos frisar isso. Diante da primeira incapacidade masculina de lidar com alguns afazeres ou atividades tidas como femininas e das quais ninguém está livre, nós soltamos essa pérola. Claro, a propaganda é a alma do negócio. Mas cá entre nós, que as testosteronas não me ouçam, o que seria de nós se não fossem eles hein?

   Quem não gosta de uma abraço forte? Um beijo apaixonado? Um elogio discarado? Aquela pegada que só ele tem. Sim, porque todas nós elegemos um cara pra mandar na gente. Ops, leiam em voz baixa, eles não podem ouvir.

   Quem não sabe que eles contam pros amigos quando conseguem enfim conquistar uma de nós. Claro que todas nós sabemos. Depois de ter feito tanto doce, nos faz feliz ouvir da amiga que o namorado dela disse que o carinha de ontem amou o beijo que a gente trocou. Eles fofocam também, claro. Mas a gente finge que não sabe.

   Qual de nós nunca caiu na lábia de um conquistador estilo Alemão (BBB7), o famoso conquistador romântico? Estamos “carecas” de saber que ele põe a fila pra andar logo, mas quem não se rende a um cara assim, que até na hora de dar um fora fala palavras doces e nos convence que não tinha de ser, embora tenhamos nos dado tão bem.

   Cansei de implicar com o lado safado que todo homem tem. No final das contas a gente até gosta. Que eles continuem assim. Mas com uma condição: uma vez que tenha se tornado “O escolhido” só pode fazer charminho, jogar cantada e fofocar “amores” da namorada. Num tô certa, gente?

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Saturday, October 14, 2006

Sofrimentos femininos!

 
     Acho que ao nascermos deveríamos receber logo de cara uma medalha , tipo “Honra ao mérito”. Seria mais do que justo. Mais uma mulher no mundo?  Uma estrelinha, que viria adornar o peito! Peitinho! Tá! Mamilo. Que seja!
     Aff! Mulher é bicho sofredor demais, coisa de louco. Já nasce “empencada” de deveres que assumirá ao longo de sua vida. Falo isso com conhecimento de causa. Quando criança passamos por toda uma “domesticação”. Temos maneira especial de nos portar. Enquanto o Zezin anda descalço, sem camisa, shortão sem cueca, descabelado e brinca na rua; Mariazinha tem que andar de trancinhas, fantasiar brincadeiras com amiguinhas imaginárias (dentro de casa), vestir saia e se desdobrar pra não mostrar a calcinha. Além de todas aquelas conversinhas sobre prendas do lar e responsabilidades. Mais uma medalha.
     Na pré adolescência nos vemos às voltas com blush’s, sombra’s, baton’s, coisas que temos de aprender a usar. Mulher e maquilagem, tudo a ver, né? Naquela confusão de bonecas e brilho labial, bate uma dorzinha chata no baixo ventre. Que saco! Impede até de brincar. “Mãe, tô com um dor estranha!”. E não demora muito, ELA chega. Isso! Ela mesmo. A visita impertinente chamada Menstruação. Ô carma, viu! Tem hora que  bate um desespero, “Mãe, por que isso?”. Quem é mulher sabe do que eu tô falando. “Minha filha, isso é sinal de que você está quase pronta para a maior graça de todas, SER MÂE! Ei, quase pronta hein? Você tá muito nova ainda, viu?”. Aff! Até parece. Mãe é mulher, né? Então é bicho mais doido ainda. Imagina se nessa idade a gente quer mais uma responsabilidade dessa, ser mãe? Será que já não basta nascer predestinada a sofrer com cólicas, ainda tenho de ficar ouvindo isso. Nesse momento deveríamos ganhar a terceira medalha.
     Os seios resolvem surgir, o bumbum fica arredondado, depilação e agente começa a ouvir aquelas cantadinhas sem graça, “Pode me informar um caminho?,”Pra onde?”, “Pro seu coração!“. Ninguém merece. Nessa fase a gente ainda se deixa encantar por elas, o que muitas vezes resulta em dias de choro  trancada no quarto, após descobrir que ele encontrara o caminho do coração de muitas. Que sofrimento! Aí poderia pintar a quarta medalha.
     Pinta um namorado firme. Lá vem sermão e conselhos maternais, e por que não paternais. Mãe:”Minha filha. O amor é lindo e blá, blá, blá. Mas lembre-se, hein? Você não é mais uma criança! Veja lá, hein?”. Pai: “Quer namorar? Namore! Mas saiba que homem é safado por natureza. Falo isso porque sei bem do que tô falando. Não quero saber de filha minha mãe solteira dentro de casa.” Aff! Mereciamos quatro medalhas por ter de ouvir tudo isso.
     A gente descobre que homem é tudo safado mesmo. Mulher bicho disgramado de besta. Outra crise de choro dentro do quarto depois de ouvir da boca dele, que te trocou pela Aninha, pois ela lhe dá o que você não quis ofertar. Cinco medalhas por ter de ouvir mais isso.
     O tempo passa e a gente não se prende muito a esses recatos. Esses conselhos de mãe e de pai, já  foram. Trabalhamos. Temos um caso firme, e já não somos tão inocentes como antes. A confusão agora é outra. Ele não admite que você seja tão bem sucedida. Numa discussão solta aquela máxima do clã Sou Cabra-Macho Sim, Senhor, “Por isso que não adianta discutir com mulher. Lugar de mulher é no tanque, lá tem mais o que fazer e não fica alimentando idéias!” Depois de ser obrigada a escutar isso (já tenho por mim que acreditam que ouvido de mulher é saquinho de vômito), você bate a porta e desiste de vez de dar vazão áqueles sonhos femininos implantados em sua cabeça ainda na infância, de que mulher têm de ser mãe e cuidar do lar. Coisa que você já pensava em fazer, pois acreditava ter encontrado o Amor de Sua Vida. Mulher bicho besta sofredor da p#@”! Aprende diacho que é sina e pronto. Mais 3.000.000 medalhas depois de tudo isso, além de um mega trófeu e outras quinhentas placas em nossa homenagem.


 

Posted by Pan Montenegro at 15:29:51 | Permalink | Comments (1) »