Palavras
A Cabana, de William P. Young (Ed. Sextante)
A Cabana é mais um daqueles livros que tem mais fama do que qualquer outra coisa. Decidi lê-lo por indicação de um amigo. No fundo achei a sinopse interessante - acredito que a venda desse livro se deve muito a quem escreveu a orelha do mesmo, mas o livro é monótono. Caraca, uns diálogos chatos, pacas. O esclarecimento a respeito da Santíssima Trindade é interessante, a idéia é boa mas o desenvolvimento pecou pela chatice. Não sei se foi meu estado de espírito, mas A Cabana foi um dos livros em que mais me faltou entusiasmo pra chegar até o final, e só o fiz porque me destinei a fazê-lo. Muitas pessoas vão gostar, afinal muita gente quer saber o porque de certas coisas tão ruins acontecerem em suas vidas, e confesso que achei boa a explicação apresentada pelo autor (até porque é a mesma que, nós cristãos, ouvimos por toda vida), não achei o livro ruim. Mas pra encher 200 e poucas folhas não precisava tanta lenga-lenga repetitiva.
Poucos dias depois de ter lido esse livro, estive conversando com uma pessoa kardecista, próxima a mim. Eu, católica declarada, mas curiosa, comecei a indagá-lo a respeito de opiniões e conceitos que temos a cerca de temar religiosos os quais divergimos. Foi uma conversa interessante. Venho refletindo desde então. Tenho consciência de que sou bastante influenciavel e facilmente seduzida por explicações coerentes e argumentadas de forma consistente. Dificilmente deixaria de ser católica, nunca imaginei isso, mas confesso que nutro uma grande simpatia pelo kardecismo. E pricipalmente pelos kardecistas, tive o prazer de conhecer alguns cuja a presença me trouxeram muita paz, segurança e carinho.
Os Homens que Não Amavam as Mulheres, de Stieg Larsson (Ed. Cia. das Letras)
Os Homens Que Nâo Amavam as Mulheres com certeza merece o posto de best-seller. Uma narrativa impecável. Um enredo intersessante, recheado com os melhores ingredientes de um romance policial. Aventura. Suspense. Drama. Paixão. Excessos. Loucuras. Devorei num piscar de olhos. Tive uma necessidade incontrolável de seguir Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander. A príncipio são persongens com histórias paralelas, cheias revéses. Mas quando se encontram é que a coisa fica boa mesmo. Preciso, urgentemente, adquirir “A Menina Que Brincava com Fogo”, segundo volume dessa trilogia, a Millenium. Recomendo.

Estou lendo
Quando você partir, em direção a Ítaca,
Se, no final, você achar que Ítaca é pobre,
