Sunday, June 24, 2007

“Ela teimou e enfrentou o mundo, se rodopiando ao som dos bandolins..”

Tenho certeza que muitos jovens da minha idade não ouvem Oswaldo Montenegro e tampouco conhecem “Bandolins”, o que é uma pena. Bandolins é uma composição única, linda. Toda vez que a escuto sinto a liberdade. 

Uma mulher que mesmo inserida num mundo frio e triste, ousa dançar. Ousa sonhar em ser feliz. Ousa sonhar ser amada. Ingênua e crédula, se deixa embalar pelo som dos bandolins e sonha… como só uma pessoa que é livre pode sonhar.

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Thursday, June 7, 2007

“Falar de amor, não é amar, não é querer ninguém… falar de amor não é amar alguém”

 
Ás vezes parece que dar “um fora” é algo tão ou mais terrível que tomar um, isso até ter levado um pé na bunda.
Dar um fora realmente é fácil. Antes do fatídico anúncio, pode até surgir um nózinho na garganta, uma dorzinha em ter que magoar o outro, mas quando se abre a boca e as palavras começam a sair parece que um peso se é arrancado das costas. Uma alegria imensa cresce dentro da gente. Não pela desgraça alheia, claro que não. Mas sim pela felicidade de não ter levado esse fora. Pelo menos, esse não.
As pessoas se confundem muito. Confundem seus sentimentos. Acabam achando que é amor algo que não vale nem como paquera. Beijar na boca é bom. Abraçar é bom. Amasso é bom. Falar de amor é bom. Mas como diz um música do Capital Inicial “Falar de amor não é amar, não é querer ninguém/ Falar de amor não é amar alguém”. Não necessariamente.

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Wednesday, May 16, 2007

Harry Potter

Me lembro que a primeira impressão que tive do bruxinho foi péssima. Eu, com meus 17 anos achava uma infantilidade devorar um livro sobre uma fantasiosa escola onde se aprendia magia. Minha irmã, então com 14 anos havia comprado o primeiro livro da saga, que vivia jogado pelos cantos.

Eu estava no primeiro semestre da faculdade e como morava em outra cidade que não a do campus, fazia uso do T.U. (transporte universitário) onde tinha contato com vários outros estudantes de outros cursos. Numa dessas idas e vindas, uma estudante de outro curso estava lendo um dos livros do Harry, falando amores e dizendo tê-lo lido diversas vezes. Falava com tanta empolgação e sem preconceito algum. Eu que me recusava a me render aos olhos daquele bruxinho por achar que devia mudar ares, gostos e me livrar de ideias fantasiosas por ter entrado na faculdade, aceitei a idéia de conhecer aquele universo. Amei! Li todos os livros, assisti todos os filmes até agora. E tô acompanhando a saga, doida pra ler o sétimo livro. Já estou com saudades.

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Monday, April 16, 2007

Se meus cabelos falassem…

Se meus cabelos falassem, eles certamente me denunciariam, moveriam ação e me levariam a um tribunal. Sim, eles sofrem…muito! Mas também, fui nascer logo com cabelos cacheados. Cabelos cacheados são lindos, sensuais, mas eles são para pessoas mais cuidadosas. Eu, uma preguiçosa vaidosa, me estresso com essa cabeleira toda. Fico infernizando a vida dos meus queridos fios com secadores e pranchas, a fim de tornar a minha vida mais prática. Cabelo liso é mais prático, sim. Quem já os tem naturalmente, os lava e dá um secadinha a toa, e o cabelo tá lindo. Cabelos cacheados ficam armados, ganham volume facilmente e detonam nosso bolso com uma infinidade de cosméticos que, na maioria das vezes, são inúteis. Aff! Quanta insatisfação, hein?

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Tuesday, February 13, 2007

O que seria da progesterona se não fosse a testosterona?

 

   Ouve-se muito falar sobre o que seria do mundo se não fossem as mulheres. Adoramos frisar isso. Diante da primeira incapacidade masculina de lidar com alguns afazeres ou atividades tidas como femininas e das quais ninguém está livre, nós soltamos essa pérola. Claro, a propaganda é a alma do negócio. Mas cá entre nós, que as testosteronas não me ouçam, o que seria de nós se não fossem eles hein?

   Quem não gosta de uma abraço forte? Um beijo apaixonado? Um elogio discarado? Aquela pegada que só ele tem. Sim, porque todas nós elegemos um cara pra mandar na gente. Ops, leiam em voz baixa, eles não podem ouvir.

   Quem não sabe que eles contam pros amigos quando conseguem enfim conquistar uma de nós. Claro que todas nós sabemos. Depois de ter feito tanto doce, nos faz feliz ouvir da amiga que o namorado dela disse que o carinha de ontem amou o beijo que a gente trocou. Eles fofocam também, claro. Mas a gente finge que não sabe.

   Qual de nós nunca caiu na lábia de um conquistador estilo Alemão (BBB7), o famoso conquistador romântico? Estamos “carecas” de saber que ele põe a fila pra andar logo, mas quem não se rende a um cara assim, que até na hora de dar um fora fala palavras doces e nos convence que não tinha de ser, embora tenhamos nos dado tão bem.

   Cansei de implicar com o lado safado que todo homem tem. No final das contas a gente até gosta. Que eles continuem assim. Mas com uma condição: uma vez que tenha se tornado “O escolhido” só pode fazer charminho, jogar cantada e fofocar “amores” da namorada. Num tô certa, gente?

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Sunday, January 21, 2007

Se Luíza tivesse mais centímetros pra crescer…

 

Luíza fora uma criança alegre que sonhava em ser cantora. Era capaz de se ver num palco cantando pra milhares de pessoas. Mas havia um probleminha, que Luíza só veio a descobrir mais tarde. Ela jamais seria cantora, no máximo integraria o grupo “Inimigas do Ritmo”.

Tinha 14 anos quando entrou pro Ensino Médio. Ela devia se preparar para o futuro, escolher uma profissão pra exercer quando crescesse e se dedicar a passar no vestibular. Decidiu, então, que ia ser advogada. Na sua ingenuidade acreditava que na profissão certa, advocacia, bastava um bom coração para fazer justiça. Mas logo percebeu que não era bem assim. Assistiu um filme, “Justiça Vermelha”, e percebeu que aquela ficção poderia de fato tornar-se real. Imaginou os riscos a que ela, Luíza, pessoa de coração bom, estaria exposta. Desistiu da profissão.

Aos 15 achou que música seria seu verdadeiro futuro, no entanto, a pestana impediu que ela progredisse nas aulas de violão.

Só aos 16, teve toda certeza do mundo de que seria jornalista. Passava o dia a escrever-ler, ler-escrever. Tirava nota máxima em redação. Ia à escola nos dois períodos para não perder as aulas extras de português, gramática e redação. Lia todos os livros que lhe recomendavam.

Aos 21 graduou-se em pedagogia, quem diria? Já quisera ser tanta coisa nessa vida. Sonhara com uma plaquinha de editora chefe, e agora se via com um diploma de pedagoga. Parou de pensar o que seria quando crescesse, até porque, ela já havia passado da fase de crescimento. Não tinha mais esperanças de passar um centímetro se quer dos seus 1,60m.

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Saturday, December 9, 2006

Meu sobrenome ainda é Assunção!!!

 

 

Como o tempo passa rápido, e a gente mal percebe. Outro dia minha mãe e eu resolvemos dar uma vasculhadinha num amontoado de livros e papéis que há algum tempo ninguém mexia. Qual não foi a minha surpresa, que encontramos no meio de todo aquele lixo, os meus inúmeros posteres do tempo do colegial.

Como adolescente é tudo boba mesmo, né? Eu matava e morria pelo Fábio Assunção. Tinha uma colega, a Mariana (por onde anda a Mariana, hein?) que amava o Thiago Lacerda. Putz! A gente trocava material, essa coisa bem menina mesmo. Ficavámos babando em cima de nossos respectivos ídolos.

“Caramba! Quase tinha me esquecido, mas tô me lembrando agora. Colecionava tudo que saía sobre ele. Matérias de revista, adesivo… Sabe aqueles cadernos Click Star que a Tilibra lançava (num sei se isso existe ainda), eu tinha. O Fábio tava com o visual d’O rei do Gado, onde ele interpretava o Marcos Mezenga, lindo! E quando ele fez o Inácio de Força de um Desejo, demais. Ou o Marcelo de Por Amor, céus! Em cada novela ele fica mais bonito. Até quando fez o mal-caráter Renato Mendes em Celebridade, não conseguiu ficar feio”.

Estava quase perdida em meus pesamentos quando me assustei com minha mãe falando:

- Filha, posso jogar fora? Com os meus posteres recém-encontrados nas mãos.

- Nããããããããããaããããããooooooooooooooooooooo!

Quase surdei minha mãe. Ela, perplexa, fazia cara de quem estava se perguntando “Pra quê essa marmanja quer guardar esse bando de fotografia velha de um cara que ela não conhece e nem nunca vai conhecer?”.

- Desculpa, mãe. Me assustei. Mas não não jogue fora não. Vou guardar como recordação. Faz parte de uma fase de minha vida, viu?

E pegando os posteres, levei-os para meu quarto, coloquei-os no meu báu de recordações.

Imagina se ia jogar os pôsteres do Fábio no lixo. O Fábio é lindo. Bom ator. Tudo de bom. O genro que eu quero dar pra mamãe. Que ninguém me ouça, mas estou me sentindo novamente uma adolescente… apaixonada pelo Fábio Assunção. Ele num é tudo de bom, gente? Convenhamos, né?

 

 

 

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Saturday, November 11, 2006

Amigo é… Amigo é… Família!!! (Também)

 

Sabe aquele dia em que tudo parece ter desabado na sua cabeça, e você - sem conseguir suportar - “bate um fio” pra Juli, e ela - mesmo em cima da hora de ir pra faculdade - pára e te escuta? Então, isso é amizade!

Amigo é assim, tipo família, mas de forma melhorada. Calma, vou explicar. Quem tem um amigo, conta com várias características presentes nos entes familiares, tipo presença garantida nas festanças, certas quantias de dinheiro seu nas mãos dele, visitas quando você está acometida de alguma enfermidade, telefonemas inesperados na madrugada - seja para rir ou para chorar, e etc… Mas em um aspecto, amigo ganha da família: amigo a gente escolhe. Amigo é aquele em que você decidiu confiar e que sabe que pode contar seus problemas. É aquele que você ouve prontamente e pelo qual você enfrenta qualquer coisa. Família a gente aprende a amar, amigo a gente escolhe amar.

 

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Wednesday, October 18, 2006

O quê? Por quê? Como? Tudo de Blog? Ah, tá!

 

Eu acredito que vivamos devido a nossos sonhos, nossas esperanças. São essas as engrenagens que nos movem. Adoro as palavras e a muito gosto de fazê-las, alimentá-las e penso, até,  em viver delas. Desde cedo venho treinando. Eram cadernos, que viraram agendas, que viraram diários, que viraram blogs. Não sei mais o que virarão, talvez um livro. Um dia, talvez.

Assim, em meio a palavras, que na Revista Capricho apareceu o Tudo de Blog. Minha irmã viu a matéria e me falou, argumentando que eu devia participar. Como gosto de escrever e sonho em ser jornalista, decidi que participaria, assim poderia (quem sabe) chegar perto de uma redação (a recompensa a tantos posts é uma  visita aos “bastidores” da revista). Me inscrevi e venho postando sobre as pautas. Assuntos descomprometidos ou não, mas gostosos de escrever. Vêm recheando meu blog de posts e comentários amigos. Enquanto isso, vou exercitando a escrita, e lubrificando as idéias.

 

 

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Thursday, October 12, 2006

Carta a um Presidente Recém Eleito

Querido Presidente,

desculpe-nos por tamanha intimidade, mas como recebeste os votos da maioria de nós brasileiros, consideramos justo chama-lo assim. E, ainda, diante do laço de confiança que estabelecemos temos algumas ponderações a fazer.

Estamos cansados com tamanho descaso. Dói ver nossas esperanças, futuro, dinheiro e confiança serem conduzidos ao esgoto devido a uma má administração. Tantos escândalos, tanta decepção… aff! Esperamos que saibas evitar tamanho desrespeito, pois não agüentaríamos outra “avalanche”.

Ficaríamos infinitamente satisfeitos se nossas crianças não fossem impelidas a trabalhar para ajudar no sustento de suas casas. Criança merece ter tempo para brincar e direito a estudar.

O lembramos também, de que somos uma nação mestiça, e todas as raças que aqui residem deveriam ser tratadas da mesma forma: índio, negro, branco, etc, todas com respeito.

Gostaríamos que cuidasse com carinho de nossa fauna e flora. Zelasse pela Amazônia e pelos animais em extinção, impedindo que fulanos nos saqueiem e patenteiem como suas as nossas riquezas.

Seria perfeito a redução de impostos, aumento do salário mínimo, investimentos em infra-estrutura, educação e saúde, e também reformulação do sistema de previdência social.

 

Temos ainda outras medidas que gostaríamos de sugerir, mas ficam pra outra carta. Sabemos que tens muitas outras sugestões a ler.  Tenha um bom dia.
E vê lá, hein? O Brasil é NOSSO e não SEU.Se cuida, pois estamos de olho.  

 

Com carinho,

 

Eleitores Atentos S/A. 

 

 

 

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