

Como o tempo passa rápido, e a gente mal percebe. Outro dia minha mãe e eu resolvemos dar uma vasculhadinha num amontoado de livros e papéis que há algum tempo ninguém mexia. Qual não foi a minha surpresa, que encontramos no meio de todo aquele lixo, os meus inúmeros posteres do tempo do colegial.
Como adolescente é tudo boba mesmo, né? Eu matava e morria pelo Fábio Assunção. Tinha uma colega, a Mariana (por onde anda a Mariana, hein?) que amava o Thiago Lacerda. Putz! A gente trocava material, essa coisa bem menina mesmo. Ficavámos babando em cima de nossos respectivos ídolos.
“Caramba! Quase tinha me esquecido, mas tô me lembrando agora. Colecionava tudo que saía sobre ele. Matérias de revista, adesivo… Sabe aqueles cadernos Click Star que a Tilibra lançava (num sei se isso existe ainda), eu tinha. O Fábio tava com o visual d’O rei do Gado, onde ele interpretava o Marcos Mezenga, lindo! E quando ele fez o Inácio de Força de um Desejo, demais. Ou o Marcelo de Por Amor, céus! Em cada novela ele fica mais bonito. Até quando fez o mal-caráter Renato Mendes em Celebridade, não conseguiu ficar feio”.
Estava quase perdida em meus pesamentos quando me assustei com minha mãe falando:
- Filha, posso jogar fora? Com os meus posteres recém-encontrados nas mãos.
- Nããããããããããaããããããooooooooooooooooooooo!
Quase surdei minha mãe. Ela, perplexa, fazia cara de quem estava se perguntando “Pra quê essa marmanja quer guardar esse bando de fotografia velha de um cara que ela não conhece e nem nunca vai conhecer?”.
- Desculpa, mãe. Me assustei. Mas não não jogue fora não. Vou guardar como recordação. Faz parte de uma fase de minha vida, viu?
E pegando os posteres, levei-os para meu quarto, coloquei-os no meu báu de recordações.
Imagina se ia jogar os pôsteres do Fábio no lixo. O Fábio é lindo. Bom ator. Tudo de bom. O genro que eu quero dar pra mamãe. Que ninguém me ouça, mas estou me sentindo novamente uma adolescente… apaixonada pelo Fábio Assunção. Ele num é tudo de bom, gente? Convenhamos, né?
